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A valorização da profissão de eletricista

Por Fátima Antunes

O relatório da ONU intitulado “Economia do Burnout: Pobreza e Saúde Mental” evidencia como a busca incessante pelo crescimento econômico impacta a saúde mental das pessoas.
Segundo Olivier De Schutter, relator especial da ONU sobre Pobreza e Direitos Humanos, a insistência em priorizar o Produto Interno Bruto (PIB) cria condições desiguais que afetam diretamente o bem-estar psicológico.

Esse cenário nos leva a refletir sobre as implicações dessa dinâmica na vida e na saúde mental de profissionais como os eletricistas.

O PIB e a Infraestrutura elétrica

A conexão entre a saúde mental dos eletricistas e a obsessão pelo crescimento econômico é mais profunda do que parece.
Esses profissionais, seja atuando de forma autônoma ou vinculados a organizações, enfrentam demandas cada vez maiores, já que a eletricidade está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento tecnológico e ao avanço econômico.

Afinal, como imaginar o aumento do PIB sem considerar a infraestrutura elétrica, sua influência na sociedade, na indústria e no meio ambiente?

A desvalorização

Apesar disso, muitos eletricistas sentem-se desvalorizados em suas carreiras, o que pode obscurecer a percepção da relevância de sua profissão no sistema econômico e social.
A falta de reconhecimento real, aliada às exigências crescentes do setor, frequentemente resulta em frustração, tristeza e, eventualmente, em problemas de saúde mental.

A alta demanda de trabalho e o desequilíbrio entre vida profissional e familiar intensificam ainda mais esses impactos, comprometendo tanto o bem-estar desses profissionais quanto o desempenho de suas atividades, que são indispensáveis para o funcionamento contínuo da sociedade.

Diante desse contexto, este artigo busca destacar a importância do papel desempenhado pelos eletricistas, enfatizando sua relevância para o sistema econômico e social.

É fundamental reconhecer que eles são essenciais para a sociedade, 24 horas por dia, 7 dias por semana. A proposta aqui apresentada surge da necessidade de formar profissionais cada vez mais qualificados e preparados para enfrentar as demandas e os desafios que a profissão impõe, enquanto se promove maior atenção à sua saúde mental e ao equilíbrio necessário para o pleno exercício de suas funções.

Fátima Antunes é psicóloga, ergonomista, doutoranda em engenharia de produção, mestre em psicologia social, pós graduada neuroeducação. Especialista em gerenciamento do estresse pelo International Stress Management Association (ISMA-BR). Também é diretora da SST Games, professora universitária, autora dos jogos Papo Cabeça, Conversa Segura, Slogança e outros jogos para a área de Saúde e Segurança do Trabalho, autora do livro Estresse em Advogados e perita judicial em saúde mental do trabalhador.

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